5 coisas que você deve observar na hora de escolher um coach

Uma pesquisa da Universidade de Stanford deu uma boa chacoalhada sobre a importância de aconselhamento externo em cargos executivos nos Estados Unidos. O estudo mostrou que 65% dos CEOs não recebem conselhos sobre liderança vindo de fora das empresa, mas que quase 100% deles gostariam de receber. “É solitário no topo”, costumam dizer. E é claro que essa realidade não é válida apenas para o cargo máximo dentro das empresas, mas também bem outras funções de alta gestão e até de média gerência.

No Brasil, o mercado de aconselhamento, coaching e mentoring vem ganhando cada vez mais espaço e muitos profissionais procuram este serviço, seja através da sua empresa ou mesmo em empreitadas individuais. Até a nomenclatura vem fazendo cada vez mais sentido no cotidiano das pessoas, compreendendo o papel desses profissionais especializados.

Erika Andersen, uma importante autora e pensadora organizacional americana, fundadora internacional do Poteus, fez uma mini-jornada do que seria um breve diálogo sobre o papel do coach nos últimos 25 anos. Olha só:

  • Fim dos anos 80: “Um coach? O que é um coach?”
  • Começo dos anos 90: “Um coach? Você quer dizer um terapeuta corporativo?”
  • Meio dos anos 90: “Um coach? Será que estou em apuros aqui na empresa”?
  • Começo dos anos 2000: “Um coach? Poxa, obrigado, eu acho!”
  • Agora: “Um coach? Fantástico. Por quanto tempo posso trabalhar com ele ou com ela? E eu posso escolher aquele que eu quiser?”

Bom, dada essa pequena contextualização, vamos aos pontos que prometemos quando você viu o título deste post.

1. Transparência sobre o processo

Profissionais de coaching bem preparados são capazes de lhe fazer caminhar durante o processo que ele adota. E este caminho inclui definir quais são os desafios principais, saber de onde você está começando e para onde você quer chegar. É também essencial que ele ou ela saiba descrever como você irá vivenciar e adquirir novas habilidades e comportamentos e como essas ações irão lhe ajudar a transferir essas competências para o ambiente contextual (o trabalho, por exemplo, caso seu foco seja este, claro). Se o coach é evasivo, dizendo que “isso é difícil de quantificar” ou “ah, isso é com você”, ou se não consegue demonstrar nenhuma aplicabilidade (falando coisas do tipo “as pessoas amam isso, é uma coisa que vai mudar sua vida”), desconfie bastante.

2. Mais do que apenas o seu ponto de vista

O bom coach lhe contará que o processo dela ou dele inclui coleta de feedback daqueles que estão sempre ao seu redor. Este processo será muito importante para fazer um desenho claro da percepção que as pessoas têm sobre você, além de poder trabalhar em áreas que vocês conseguem perceber como aquelas com maior potencial de impacto positivo de como você é visto, quais são suas maiores capacidades e quais são chaves de sucesso. Se um profissional de coaching não inclui feedback externo, isso é um problema considerável. Nós todos temos pontos cegos e é importante que o seu coach possa buscar um mapa de como as pessoas vêm e interagem com você.

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3. Foco em habilidades reais e aplicabilidade

Existem programas de coaching que te fazem nadar na areia ou te colocam em testes completamente fora da realidade. E isso tem pouca, ou nenhuma, aplicabilidade no seu cotidiano. Se ouvir respostas como “eu sou uma caixa de ressonância”; “nós podemos falar sobre as coisas que o mantém acordado durante a noite”; ou “eu sou a pessoa que está em seu lado”, você tem uma séria probabilidade de ter apenas algumas conversas interessantes e nada além disso. Moderadamente pode haver algum uso, mas essa pessoa não lhe ajudará a crescer. Grandes coaches vão deixar você saber rapidamente o que eles podem oferecer-lhe, quais serão as novas habilidades úteis, como desenvolver consciência e conhecimento., Além disso, eles vão ajudá-lo a integrar o que você aprendeu com foco na sua vida, no seu dia-a-dia. Estes profissionais são capazes de descrever muito especificamente como eles têm trabalhado com outras pessoas no intuito de melhorar as suas capacidades de liderança, de gestão, de operações ou de negócios (quando focado no ambiente profissional).

4. Confidencialidade

Isso é importante, muito importante. Vamos pensar pelo cenário de coaching executivo.  A Erika Andersen conta um caso interessante sobre o assunto: “Há algum tempo eu conversei com um executivo que começou a trabalhar com um coach fornecido pela empresa que ele trabalhava. E um tempo depois ele descobriu que esse profissional estava compartilhando tudo que acontecia durante as sessões com o chefe e com o departamento de RH, sem a autorização prévia ou acordo”. Coachs confiáveis fazem acordos claros em relação ao tema de compartilhamento de informações, seja em Life Coaching, Executive ou Professional.

5. Sucesso de verdade (o seu)

Um programa eficaz de coaching precisa permitir que os clientes realmente melhorem e se desenvolvem com foco no objetivo traçado, criando um futuro que querem para si mesmos. Bons coaches ajudam seus clientes a entender como eles próprios podem contribuir para desenvolver também coisas ao seu redor, como organizações, negócios próprios, outras pessoas de convivência e por aí vai.

Em ambientes profissionais, trabalhar com “executive coaching” pode ser extremamente útil para lhe ajudar a ver as coisas com mais precisão, ter maior compreensão de si mesmo e saber como otimizar seus pontos fortes e pontos de alavancagem. Mas para isso, é preciso contar com um profissional competente para tal. Se a escolha for feita com cuidado, você vai se beneficiar por muitos e muitos anos.

Extra e sempre útil: procure referência

Bom, essa é a última antes de ir embora. Procure sempre referência sobre o profissional que você está escolhendo. Converse com pessoas, descubra quais são os métodos e, claro, visite o local onde serão realizados os encontros. Você precisa estar muito confortável e bem confiante em relação ao seu coach. Vejas as credenciais nas redes sociais (como o Linkedin, por exemplo) e observe na conversa incial qual a compreensão dele ou dela sobre a vida real, aquela de verdade.

De resto, muito sucesso e boa escolha!!!

Ah, dá só uma olhada neste vídeo do TED, sobre a diferença entre vencer e ter sucesso.

 

Fernando Pacheco

Mineiro, animado e bom leitor. Formado em Comunicação pela PUC-MG, MBA em Gestão de Pessoas e Graduado em GRH. Head of Pre-Sales na Samba Tech, proprietário da Penser e sócio da Life. E o mais importante, padrinho do Mateus. É isso aí...