Educação e qualificação como ativos da economia local

Por Fernando Pacheco

Nas últimas visitas ao interior de Minas Gerais, tivemos a chance de debater a importância do retorno daqueles jovens que foram estudar fora e hoje atuam profissionalmente na cidade natal. Nas conversas, entendemos que esse fenômeno é fundamental para ampliar a dinâmica da cidade na qualificação de sua mão de obra produtiva e gerar também ativos intangíveis.

Bom, mas é necessário sair da cidade para adquirir conhecimento? Claro que não. Diferentemente do que ocorreu nas últimas décadas, Ponte Nova (minha cidade natal), atualmente, ganha muito em força educacional e a possibilidade de estudo já chegou ao nível superior e aos projetos de pós-graduação. Além disso, com programas nacionais de bolsas e financiamentos, alunos economicamente carentes conseguem sentar em bancos universitários e ampliar o nível de conhecimento e de oportunidades ao longo da vida.

No nível técnico, a mão de obra local qualificada gera ainda chances de novos empreendimentos nos arredores do município. Os investidores precisam saber que a população regional é capacitada para a absorção da necessidade produtiva. Os custos de se trazer profissionais de fora da cidade são altíssimos e fazem com que a empresa não movimente a economia e o desenvolvimento local.

Claro que esse é apenas uma pequena chave, que a infraestrutura, a capacidade de serviços e outros fatores colaboram para os investimentos locais. Mas já é um crucial ponto de partida. Sem indivíduos qualificados, tudo fica mais difícil, inclusive para melhorias sociais, culturais e de cobrança políticas.

A educação de qualidade é um dos principais motores de uma sociedade que possa se tornar mais justa e com possibilidades reais de avanço.

Fernando Pacheco

Mineiro, animado e bom leitor. Formado em Comunicação pela PUC-MG, MBA em Gestão de Pessoas e Graduado em GRH. Head of Pre-Sales na Samba Tech, proprietário da Penser e sócio da Life. E o mais importante, padrinho do Mateus. É isso aí...