Gestão de carreira é desafio compartilhado entre profissional e empresa (Parte 2)

Olá, como vai?

No primeiro material desta série você viu como a empresa pode auxiliar e fomentar a gestão de carreira de um profissional. Agora é hora de dar um passo adiante e entender qual é realmente o papel de cada indivíduo no seu próprio desenvolvimento.

Lembra que mencionamos recentemente que aquela pergunta sobre quantos cursos você fez (e pagou do próprio bolso)’ é fundamental para recrutadores perceberem o seu grau  de maturidade e vontade de desenvolvimento? Bom, este é o primeiro passo para entender que é impossível dissociar você do seu plano de carreira. Cada profissional é responsável por uma grande parte do gerenciamento do próprio caminho, tirando esta iniciativa das mãos apenas de uma organização.

OK, mas por onde começar? Pelo básico, pelo começo mesmo.

Uma boa dica é aplicar práticas de planejamento estratégico, plano de ação e avaliação de desempenho na sua própria carreira. Para isso, basta uma dose de curiosidade e capacidade de contextualização. Comece pelo autoconhecimento, por organizar pensamentos em Mind Maps ou planilhas e por quebrar os objetivos em planos que permitam mensuração de resultados, controle e correção de rumos.

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Ah, antes de começar, que tal fazer uma declaração de Missão, Visão, Valores e Objetivos? Esses pontos podem servir para que você reflita sobre pontos que ancoram sua carreira, fatores que você não abre mão, ou seja, aquilo que realmente lhe guia.

Caso não esteja confortável, este artigo da Revista Administradores pode lhe ajudar. Dê uma checada e depois siga a leitura por aqui.

Três ferramentas que podem lhe ajudar

Matriz Swot Individual

A Análise SWOT ou Análise FOFA ou FFOA (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) (em português) é uma ferramenta utilizada para fazer análise de cenário (ou análise de ambiente), sendo usada como base para gestão e planejamento estratégico de uma corporação ou empresa, mas podendo, devido a sua simplicidade, ser utilizada para qualquer tipo de análise de cenário, desde a criação de um blog à gestão de uma multinacional.

A Análise SWOT é um sistema simples para posicionar ou verificar a posição estratégica da empresa no ambiente em questão. A técnica é creditada a Albert Humphrey, que liderou um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford nas décadas de 1960 e 1970, usando dados da revista Fortune das 500 maiores corporações.

O termo SWOT é uma sigla oriunda do idioma inglês, e é um acrónimo de Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).

Se você quer identificar oportunidades de melhoria e desenvolvimento, esta ferramenta é extremamente importante para lhe ajudar nesta jornada. O que faz a matriz SWOT especialmente poderosa é que, com um pouco de pensamento, pode ajudá-lo a descobrir oportunidades que você não teria percebido sem organizar sua linha de raciocínio. E ao entender também suas fraquezas, você pode gerenciar e eliminar as ameaças que poderiam prejudicar a sua capacidade de se mover para a frente.

Se você olhar para si mesmo usando a estrutura de SWOT, você pode começar a separar-se de seus pares, e desenvolver os talentos especializados e habilidades que você precisa para avançar sua carreira.

Caso ainda não esteja confortável, dê uma olhada neste artigo, que aborda o assunto e pode lhe dar dicas de estruturação. É mais simples do que parece e você pode utilizar qualquer ferramenta para montar: Mind Maps Online, Excel, Word, Power Point ou mesmo um caderninho de mão.

É importante fazer essa atividade com afinco, pesquisas em sites de estatísticas e economia (o macro influencia o micro) e olhar para si mesmo com extrema sinceridade.

Caso esteja com dificuldade de montar o seu, segue aqui um exemplo.

Feedback externo

Além de se conhecer, é importante ter um entendimento daquilo que as pessoas ao seu redor pensam sobre você, pessoalmente e profissionalmente. Através de um simples formulário do Google Docs, ou do Type Form, você pode criar um questionário simples e pedir à sua rede para responder anonimamente. As questões podem envolver fatores sobre como lhe enxergam no trabalho, quais palavras mais lhe definiriam, quais pontos você pode desenvolver.

Você pode criar suas próprias perguntas ou utilizar exemplos das últimas avaliações de desempenho da sua empresa, por exemplo, para se basear.

Bom, agora que você passou por um leve processo de autoconhecimento e ainda contou com feedback externo, está na hora de avançar

Plano de ação individual

“Querer todo mundo quer, mas se preparar para isso pouca gente faz”. Objetivos e metas sem planos de ação são meramente sonhos. Você apenas almeja aquilo, porém não se movimenta para alcançar.

Ao iniciar sua jornada com uma matriz swot básica, você começa a entrar nos eixos do desenvolvimento individual e traça uma rota de autoconhecimento. Mas repito: conhecer-se sem ação não adianta nada.

Dê uma olhada neste modelo de plano criado pela Universidade Berkley, admirada mundialmente por sua escola de negócios. A aplicação é simples e basta dedicar um momento pare reflexão e organização de ideias.

O esquema é divido em pontos práticos:

  • Motivadores da carreira no cargo atual
  • Competências a serem desenvolvidas
  • Visão de futuro e direção
  • Objetivos de carreira em curto, médio e longo prazo (1-3-5)

Após esta análise inicial, parte-se para a montagem real do plano de ação.

  • Atividades
  • Passos para a atividade
  • Indicadores de sucesso
  • Data de alcance
  • Sozinho ou com necessidade de suporte?
  • Precisa de recursos financeiros ou de tempo?

A partir deste modelo, você conseguirá organizar basicamente aquilo que detecta como fundamental para os próximos passos da sua carreira, além de inserir planos e metas para tais fins.

É possível ainda desenvolver sua própria planilha, com questões simples e de fácil observação. Estes pontos te ajudam a criar pequenos planos de ação globais, não somente focados na sua carreira ou profissão.

  • O que? (Aquilo que é o seu objetivo)
  • Como?
  • Para que?
  • Quando?
  • Quanto?
  • O que me impede?
  • Como driblo o que me impede?
  • Com quem?

Comece

Só você pode colocar tudo isso em ação. Não há desculpas, não há descontos. É contigo mesmo. Planos sem ação não representam nada. Passada toda a parte de organizar seus pensamentos e ações, é a sua hora de brilhar.

Caso precise de ajuda, converse com sua rede, procure um coach, por exemplo. Mas COMECE. Se você sonha em trabalhar na Forbes, mova-se para chegar lá. Além do sucesso ao final, a jornada também será prazerosa. Não se esqueça, como você viu neste texto, de quebrar os objetivos em micro ações, fazendo cada passo ficar mais fácil de ser visualizado e cumprido.

Sei que essa parte final ficou meio motivacional, mas foi uma escorregada para o bem.

Um grande abraço e até a próxima.

PS: Não se esqueça de curtir e compartilhar o artigo, caso você tenha gostado, claro. 

 

Fernando Pacheco

Mineiro, animado e bom leitor. Formado em Comunicação pela PUC-MG, MBA em Gestão de Pessoas e Graduado em GRH. Head of Pre-Sales na Samba Tech, proprietário da Penser e sócio da Life. E o mais importante, padrinho do Mateus. É isso aí...