Inconfidentes – Cervejarias Conjuradas. Negócio de maturidade e cooperação

Dentro da nossa linha de incentivar o empreendedorismo, temos um material especial esta semana. Conversamos com os proprietários da Cerveja Grimor, agora co-idealizadores da Inconfidentes – Cervejarias Conjuradas, Gabriela Montandon e Paulo Patrus. O objetivo é mostrar as razões de criarem uma novo empreendimento, baseado em três cervejas artesanais de ótima aceitação em Minas Gerais: Grimor, Jambreiro e Vinil.

O que mais chama a atenção é a divisão de custos e perfeita utilização da estrutura física, o que pode gerar a sustentabilidade do negócio através de aluguel do espaço para outras cervejarias.

– Como surgiu a ideia da Inconfidentes – Cervejaria Conjuradas?

 Criamos a Inconfidentes – Cervejarias Conjuradas utilizando do nome e ideal do movimento mineiro por estarmos insatisfeitos com a privação da produção caseira de cervejas e a inviabilização de regularização em escala tão pequena. A única forma de sanar estes problemas foi por meio da união de esforços na abertura de uma cervejaria cuja produção tivesse tamanho suficiente para a viabilizar a regularização. Como entre os cervejeiros caseiros e cervejeiros artesanais é mais comum a cooperação que a concorrência, em um mercado dominado por corporações gigantescas, optamos por cooperar e cooperativar.

 – Qual nível de maturidade gerencial foi necessário para que as três cervejas entendessem que essa solução seria importante?

De fato, ainda estamos em processo de amadurecimento gerencial neste mercado onde os impostos chegam a 70%.  Somos sete profissionais de diferentes formações e desafiados pelos novos problemas do setor. Felizmente, todos estamos muito dispostos na realização e profissionalização deste antigo hobby e existe uma divisão de trabalho que é imenso no processo de criação das empresas, planejamento, obras, compras e tudo mais. Mas poder fazer isso com quem compartilha a mesma paixão que você é o ponto alto da parceria. De fato, durante os próximos anos, teremos muitos desafios gerenciais pela frente.

 – Qual a sacada vocês julgam ser a mais ”genial” para que a ideia tenha saído do papel?

 Enxergar a possibilidade de cooperativar uma cervejaria que requer altos custos de investimento, sem perdermos nossa identidade como cervejeiros caseiros. Os custos seriam os mesmos para viabilizar três cervejarias e, então, porque não juntar 3 cervejarias e três marcas em uma, dividindo por três os custos envolvidos?  Além da divisão de custos, somamos esforços em logística, abastecimento e distribuição dos produtos. O mais importante, entretanto, é estar junto e dividir a empreitada com pessoas que estão em pleno alinhamento com os seus ideais.

 – Qual a principal perspectiva do negócio?

 Com esta nova realidade, daremos início à disponibilização de cervejas locais, sem conservantes e de melhor qualidade. Disseminaremos a cultura cervejeira para todo o Brasil – onde o público possa conhecer o cervejeiro assim como conhece o chef de cozinha. Somos pessoas que operam uma indústria, temos ideais e gostamos de novos sabores. Queremos mostrar o outro mundo além das cervejas comuns de um único estilo que hoje dominam o mercado brasileiro.

 – Particularmente da Grimor, o que esperar dessa nova fase da Cerveja?

Nesta nova fase, esperamos poder realizar, em uma escala maior, o que a forma caseira nos impedia: distribuir e estar mais  presente no mercado de cervejas, com cervejas de alta qualidade.

Crédito da foto: Inconfidentes Cervejarias Conjuradas

Fernando Pacheco

Mineiro, animado e bom leitor. Formado em Comunicação pela PUC-MG, MBA em Gestão de Pessoas e Graduado em GRH. Head of Pre-Sales na Samba Tech, proprietário da Penser e sócio da Life. E o mais importante, padrinho do Mateus. É isso aí...