Texto escrito por Fernando Pacheco e publicado no Guia Super Mais (Impresso e site)

É inegável o valor que o esporte tem como papel social, de bem-estar e complemento da educação formal. Além disso, a esfera esportiva representa ainda uma ótima forma de atuação para fortalecimento de marcas, empresas e municípios. Para se criar um reconhecimento regionalizado, e até nacionalizado, investir em equipes, competições ou atletas locais representa uma excelente ferramenta de posicionamento e relação com a comunidade.

Cada vez mais inteirados e cientes dos investimentos sociais das empresas, o consumidor consegue relacionar claramente as instituições com projetos que dão certo. Com isso, parcerias com entidades esportivas surgem como excelente contrapartida social, que se torna ainda um detalhe de competitividade do negócio.

Força além das fronteiras locais

As empresas e instituições deixaram, há muito, de serem vistas como meras prestadoras de serviço ou movimentadores da economia. Cada vez mais, o consumidor final quer saber e entender as relações que são feitas com a comunidade e o legado deixado pelas corporações. E esse foco não se restringe às grandes metrópoles do mundo ou marcas consolidadas no mercado global. Pelo contrário.

Cidades do interior já vivem essa realidade e bons exemplos podem ser encontrados em vários pontos do Brasil. O trabalho desenvolvido no futsal brasileiro é um exemplo claro de como o esporte aparece como uma ferramenta de fortalecimento de marca, marketing efetivo e de crescimento municipal. Carlos Barbosa, uma cidade de apenas 25 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul, recebeu no último mês o Mundial de Clubes de Futsal, vencido pelo time local. Graças à parceria com a Tramontina, a ACBF é uma das maiores equipes do mundo no futsal e a cidade eleva a oferta de eventos e ações para a comunidade.

No interior de São Paulo, Orlândia, de 39 mil moradores, conta com o apoio do Grupo Intelli e tem 3 campeões do mundo em seu elenco: Ciço, Vinícius e Falcão. Com isso, a Intelli, até então desconhecida para o grande público, passa a ser lembrada como referência em terminais elétricos e coloca a pequena cidade de Orlândia no mapa do Brasil.

Legislação e eleição

A Lei de Incentivo ao Esporte, por exemplo, ainda não é utilizada da forma correta, já que muitos empresários acreditam que a fiscalização poderia aumentar caso se utilizasse do sistema para patrocinar uma equipe. Nada disso. O programa é apenas um repasse do dinheiro descontado no Imposto de Renda que vai para um projeto aprovado pelo Governo Federal e dentro das normas estabelecidas pela legislação. Ou seja: não há gasto algum.

Toda essa situação precisa de ação empresarial e vontade política municipal. Que o leitor atento a essa coluna possa ser feliz em seu voto e ver 2013 começando com novas ideias em âmbito regional Essa é a torcida do ponto de vista econômico, social e de benefícios que o esporte pode trazer.


Fernando Pacheco

Mineiro, animado e bom leitor. Formado em Comunicação pela PUC-MG, MBA em Gestão de Pessoas e Graduado em GRH. Head of Pre-Sales na Samba Tech, proprietário da Penser e sócio da Life. E o mais importante, padrinho do Mateus. É isso aí...