A motivação no trabalho é um dos principais fatores que influenciam a produtividade das pessoas e os resultados das empresas. O raciocínio é simples: independentemente do nível de automação, o capital humano é a força motriz de uma corporação e condiciona seu desempenho. E essa força é afetada pelo grau de motivação de cada colaborador.

Trata-se de um ciclo: a empresa depende de sua força humana para alcançar seus objetivos, e os colaboradores precisam da organização para atingir suas realizações. O sucesso está na sinergia entre essas duas frentes.

Sob a ótica do colaborador, a falta de motivação no trabalho traz enorme frustração, estresse, insegurança, angústia, comodismo e vários outros sentimentos dos quais queremos distância.

Uma gestão de pessoas bem-feita, que explore a psicologia organizacional, pode criar um diferencial competitivo valioso, uma vez que empregados felizes são determinantes para tornar a empresa mais lucrativa, rentável e atrair investimentos.

Ao longo deste texto, vamos falar mais sobre esse assunto e mostrar que motivação vai muito além de frases de efeito. Vamos falar sobre a importância de manter uma equipe motivada e ensinar técnicas para que você ou sua equipe se sintam mais motivados no trabalho. 

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A importância de manter uma equipe motivada

Os benefícios de manter um bom nível de motivação com o trabalho dentro de uma organização são inúmeros. Aqui nesse artigo, destacamos dois dos principais:

Melhoria nos resultados da empresa

A Great Place to Work (GPTW), companhia que premia as melhores empresas para trabalhar (conforme a percepção dos colaboradores) em mais de 50 países, aponta que, apesar da queda aproximada de 3,8% no PIB brasileiro em 2015, as empresas vencedoras no país conquistaram 14% de aumento no lucro e no faturamento durante o mesmo ano. Já está convencido da relevância desse tema?

No entanto, é inegável a subjetividade dos critérios motivacionais, uma vez que lidamos com individualidades e não existe uma unanimidade. O que se sabe por certo é que tais resultados dependem do engajamento e da harmonia entre indivíduos distintos, egos, crenças, valores, metas pessoais e profissionais, gerações, entre outras peculiaridades, que devem estar perfeitamente alinhados aos objetivos da empresa.

Além disso, pessoas motivadas e satisfeitas raramente trocam de emprego, o que reduz o temido turnover. Falta de motivação no ambiente corporativo não é conversa fiada: é assunto sério e custa muito caro.

Redução do turnover

A rotatividade é um pesadelo no mundo corporativo. Investir continuamente em um colaborador comprometido e/ou talentoso e perdê-lo para a concorrência é frustrante, pois afeta a produtividade da empresa, além de gerar custos com processos seletivos e treinamentos. Esse fenômeno é tão grave que não deixa de existir nem em momentos de crise ou de desemprego.

O Instituto Locomotiva realizou uma pesquisa mostrando que, no Brasil, em 2017, cerca de 56% dos trabalhadores formais estavam insatisfeitos no emprego. Isso equivale a quase 19 milhões de pessoas que gostariam de trocar de trabalho. Dado alarmante!

E, se você faz parte dessa estatística, sabe que a situação é desgastante, já que envolve demissão, incertezas, processos seletivos e entrevistas, além de períodos de readaptação. Se você é um gestor, sabe bem as perdas e dores de cabeça resultantes dessa situação.

Teorias sobre a motivação no trabalho

O sentido original da palavra “motivação” refere-se a “mover”, isto é, uma força que incentiva a pessoa a seguir em uma direção. A seguir vamos conhecer duas das teorias mais famosas em relação à motivação, que vão nos ajudar a compreender como melhorar esse ponto nas empresas e em nós mesmos.

Pirâmide de Maslow

A pirâmide de Maslow – desenvolvida pelo psicólogo americano Abraham Harold Maslow, um importante estudioso das necessidades humanas – é uma ótima ferramenta para ilustrar o que “move” as pessoas.

Cada indivíduo se encontra em um nível específico da pirâmide e tem um motivo principal para se sentir estimulado. Porém, as necessidades fisiológicas e de segurança são os pilares da motivação. Ou seja, salários e benefícios justos são primordiais para atrair e, principalmente, para manter colaboradores. Isso é o básico.

Mas não se trata somente disso – ainda bem! A grande missão da psicologia estratégica e organizacional é identificar em qual nível cada indivíduo está dentro da pirâmide, para engajá-lo a atingir e manter-se no topo. É lá que você quer estar ou deseja que sua equipe esteja, pois é o espaço da motivação intrínseca, do desafio, da conquista e da vontade de fazer o melhor, não somente uma necessidade de subsistência. Afinal, “emprego é fonte de renda, trabalho é fonte de vida”.

Teoria da expectativa

Apesar de ser uma forma bastante importante e interessante de medir os níveis de satisfação de uma pessoa, a pirâmide de Maslow tem alguns pontos cabíveis de crítica, que abriram espaço para o surgimento de outras teorias sobre a questão da motivação no trabalho. Uma dessas teorias, mais contemporânea, é a teoria da expectativa.

Diferente do que foi proposto por Maslow, na teoria da expectativa, desenhada por Victor Vroom e ampliada por Porter e Lawer, o que motiva uma pessoa não é a satisfação de necessidades específicas e sequenciais, mas sim a atratividade que os resultados de determinada ação exercem sobre esse indivíduo.

Em termos simples, um colaborador se sentirá motivado se entender que suas ações no dia a dia vão contribuir de forma positiva para o atingimento ou consolidação de uma meta futura muito atrativa, ou vão trazer resultados que para esse colaborador são excepcionais. De forma geral, quanto mais importante e mais atrativa é essa recompensa para a pessoa, mais ela tenderá a se sentir motivada e a melhorar seu desempenho e esforços.  

Essa é uma teoria muito importante, pois nos ajuda a compreender que a motivação no trabalho é subjetiva e vai sim variar de acordo com os desejos e necessidades de cada pessoa e também de acordo com a força que esses desejos e necessidades exercem sobre essa pessoa. Ela tem sido ponto de partida para os planos de ação e estudos de diversos líderes e gestores e faz com que seja ainda mais importante conhecer profundamente uma equipe e as pessoas que fazem parte dela.

Como avaliar se sua equipe está motivada

Agora que você já entende mais sobre o conceito de motivação e sua posição dentro das empresas, é hora de aprender a identificar se sua equipe (ou você) está ou não motivada, para começar a traçar planos de ação estratégicos em cima desse ponto.

Produtividade

A produtividade de um colaborador está fortemente relacionada com seu nível de motivação no trabalho. Uma pessoa mais motivada, tende a ser mais produtiva e eficiente em seu dia a dia, enquanto uma desmotivada entrega abaixo ou apenas o esperado. Portanto, fique atento a esse ponto!

Quantidade de conflitos internos

Pessoas desmotivadas têm mais dificuldade em lidar com seus colegas e com situações de estresse no dia a dia e por isso estão constantemente envolvidas em conflitos, guardando mágoa de pessoas específicas e fofocando pelos cantos. Se um colaborador se encontra nesse ponto, é melhor ficar alerta.

Rotatividade

Outro ponto que está estritamente ligado à questão da motivação é a rotatividade de funcionários na empresa: o famoso turnover. A falta de motivação com o trabalho é um dos principais motivos que leva as pessoas a saírem de uma empresa. Se sua taxa de rotatividade anda alta, cuidado! Você pode estar sofrendo graves problemas de motivação.

Reclamações

Toda empresa está sujeita a receber reclamações, por melhor que ela seja. Porém, quando essas reclamações começam a ficar muito recorrentes e normalmente são geradas por coisas pequenas e quase irrelevantes, pode ser que a motivação dos colaboradores esteja baixa. Fique atento!

Receptividade a feedbacks

Manter uma cultura de feedbacks é essencial para os bons resultados de qualquer empresa e para o desenvolvimento de seus colaboradores. Porém, pessoas desmotivadas tendem a se tornar menos receptivas aos feedbacks e a entender tudo como uma crítica sem sentido e um ataque pessoal. Quando essa situação acontece, o ideal é se aproximar do colaborador e investigar se realmente a raiz do problema é a falta de motivação.

Engajamento com a empresa e seus resultados

Colaboradores motivados têm mais facilidade em assumir responsabilidades e em entender que os resultados da empresa são também os seus resultados. Isso é essencial para que a organização se torne mais eficiente e produtiva. Se um colaborador passa a não se importar com as entregas da empresa e a não ligar para seu desempenho, ele pode estar com um problema de motivação.

Inteligência emocional

A inteligência emocional é uma habilidade essencial para tornar a rotina de trabalho mais eficiente e agradável e todas as pessoas precisam desenvolvê-la. Porém, isso é especialmente difícil para colaboradores desmotivados. Essas pessoas muitas vezes não conseguem lidar com suas frustrações e acabam “descontando” sua raiva e angústia no outro, que não tem nada a ver com a situação.

Falta de proatividade

Bastante relacionada à questão da produtividade, colaboradores desmotivados também tendem a ser menos proativos em relação a seus colegas com alta motivação. Por não acreditarem no seu trabalho ou nos resultados daquilo que fazem, pessoas desmotivadas normalmente entregam apenas o básico e não se esforçam para ir além do esperado.

Absenteísmo

Um alto nível de faltas, atrasos e expedientes incompletos dos colaboradores em uma organização, pode indicar que há um problema de motivação. Pessoas desmotivadas sempre procuram formas de estar longe de suas atividades profissionais e usam as mais variadas desculpas para ficar em casa ou se dedicar à outras funções.

Além dos pontos citados, para entender se uma pessoa está desmotivada, você pode observar se há:

  • baixo desempenho, erros corriqueiros e descumprimento de metas;
  • comunicação falha;
  • negativismo, sensação de impotência e falta de energia entre os membros da equipe;
  • resistência a mudanças ou a críticas construtivas;
  • falta de interesse em atividades externas ou treinamentos.
  • falta de disposição para ir trabalhar (aquele ódio da segunda-feira);
  • contagem dos minutos para o fim do expediente;
  • sentimento de “só estar ali pelo salário”;
  • negativismo, sensação de impotência e falta de energia;
  • afastamento da equipe e desinteresse por novos desafios e tarefas coletivas;
  • sentimento de angústia e de ansiedade, irritabilidade e distração frequentes;
  • busca por livros de autoajuda, mensagens e frases de motivação no trabalho;
  • comparações de funções e de remuneração/premiação com colegas;
  • pesquisas frequentes por novas oportunidades no mercado.

Como aumentar a motivação da sua equipe com o trabalho

Identificados os fatores de desmotivação em uma pessoa ou equipe, é hora de entender como você pode reverter esse quadro e voltar a ter pessoas motivadas e com alta performance em seu time. Veja algumas das técnicas mais importantes:

Entenda que motivação é pessoal

Como pontuamos na primeira parte do texto, mais do que a posição de uma pessoa em uma pirâmide, é preciso compreender que motivação é algo pessoal e extremamente subjetivo.

Enquanto certas pessoas ficam motivadas pela possibilidade de receber um alto salário, outras ficam se tiverem que lidar com desafios diários ou se puderem fazer algo bom para outras pessoas.

Não tente tratar seus colaboradores como uma massa homogênea e não espere que eles reajam da mesma forma à suas ações de motivação. Esteja sempre em contato com as pessoas, ouça o que elas têm a dizer e a partir daí veja como a sua empresa pode ser mais motivadora.

Conheça os valores e propósitos das pessoas

Uma vez que motivação é algo pessoal, como pontuamos, é extremamente importante que você conheça seus colaboradores e entenda o que é importante para eles. Quais os valores de cada um? Quais seus propósitos? Eles estão alinhados ao que a empresa prega e oferece?

Ter esse tipo de noção vai te ajudar não só a investir em práticas de motivação mais eficientes, mas também a melhorar seu processo de recrutamento e seleção, por exemplo – evitando que sejam admitidas pessoas que estão esperando algo que a empresa não pode dar.

Tenha objetivos e metas claras por trás de cada atividade

As pessoas tendem a ficar mais motivadas quando entendem o valor do seu trabalho e percebem o impacto que ele causa em algo maior – como a meta do time ou da empresa. Portanto, ao distribuir tarefas e funções, sempre deixe claro o que você ou a organização esperam a partir da realização desse trabalho e faça com que a pessoa entenda o quanto ela é importante para a empresa e para outros colaboradores.

Trabalhe com metas factíveis e reconheça seu atingimento

Distribua as tarefas de forma equilibrada e de acordo com as competências. As metas de desempenho devem ser atingíveis. Metas irreais são uma grande armadilha, que causam frustração e descontentamento.  

Estipule critérios claros de premiação e bonificação. Colaboradores se mostram insatisfeitos e desmotivados a superar obstáculos e metas quando percebem que sua recompensa se assemelha à daqueles que pouco se esforçam ou se sobressaem. Nunca esqueça do reconhecimento autoral. Crie homenagens e destaques para cases de sucesso e performances bem-sucedidas.

Ofereça feedbacks constantes

Dê feedbacks periódicos. É extremamente frustrante para um funcionário não saber se está correspondendo às expectativas. Corrija construtivamente, oriente e elogie. Hoje grande parte dos colaboradores demandam humildade do gestor para ouvir e ensinar e, ao mesmo tempo, firmeza para disciplinar e controlar suas urgências e desejos.

Forneça informação sobre o trabalho, as metas, a missão e a estratégia da empresa de forma clara e amplamente difundida. O respeito e a educação seguem a mesma linha.

Trabalhe com planos de carreira

Certa frase diz que quando não se sabe onde se quer chegar, qualquer lugar basta. E isso deve ser evitado a todo custo dentro das organizações por meio do plano de carreira.

Uma pessoa que não vê possibilidades de crescimento em uma empresa e não sabe qual pode ser seu próximo passo, muito provavelmente vai ficar estagnada, acomodada e dificilmente vai buscar por aperfeiçoamentos e desenvolvimento. Não há motivação para ir além.

Do contrário, quando há uma definição clara de qual é o próximo patamar de carreira para uma pessoa e também a formalização do que ela precisa fazer para chegar lá, é muito mais simples perceber a evolução e a busca por desenvolvimento por parte dessa pessoa. Se esse próximo passo atender às suas expectativas, haverá motivação mais do que suficiente para melhorar seu desempenho e correr atrás de mais entregas.  

Verifique a adequação dos cargos

Tenha certeza de que os funcionários estão devidamente alocados. É mais comum do que se imagina encontrar um funcionário competente designado para uma função equivocada, frustrado e acomodado com seu cargo.

Faça remanejamentos internos. Isso pode resolver problemas de desmotivação e suprir demandas da empresa sem recorrer ao mercado.

Invista em capacitação

Patrocine cursos, treinamentos e concursos internos, encoraje a criatividade e as atividades que façam os colaboradores refletirem sobre sua importância na organização.

Implemente planos e gestão de carreira e monitore a evolução do funcionário por meio de avaliações periódicas e feedback. Não ter espaço para crescer é um fator desestimulante. Reforce a sensação de segurança e de estabilidade e ofereça benefícios justos. O medo de perder o emprego é uma preocupação frequente e forte causa de estresse.

Facilite a construção de redes

O clima no ambiente de trabalho deve ser leve e cooperativo. Difunda o lema “se quer ir rápido, vá sozinho; se quiser ir longe, vá acompanhado” como valor da empresa. Para isso, invista em atividades externas, workshops, encontros e, principalmente, na comunicação clara, transparente e respeitosa.

Como melhorar a sua motivação com o trabalho

Em sua posição de colaborador de uma empresa, independente do nível, é importante também buscar por formas de manter a motivação em alta. Separamos algumas das mais importantes aqui:

Conheça a si mesmo

O que está te deixando desmotivado? E por que isso te deixa desmotivado? Você já parou para pensar nesses pontos? Muitas vezes a falta de motivação acontece porque não conhecemos nossos próprios valores e propósitos e então não conseguimos nos conectar ao nosso trabalho. Portanto, trabalhe seu autoconhecimento e busque se entender antes de partir para outras questões.

Reflita

A reflexão é fundamental para você identificar os motivos pelos quais sente falta de motivação no trabalho. Se você gosta da sua empresa e observa potencial de crescimento e de satisfação pessoal, vale a pena tentar reverter o quadro de estagnação.

Informe-se

Peça feedback a seu superior e a seus colegas. Só assim você saberá se está atendendo às expectativas e poderá orientar suas ações – se esforçar mais, melhorar sua comunicação e presteza, aprimorar alguma habilidade, ser mais criativo nas soluções, tomar iniciativa frente a desafios e buscar maior autonomia para tarefas.

Busque direcionamentos

Converse com seu líder ou com o RH sobre um possível plano de carreira, caso sua empresa ainda não adote esse formato. Mostre seu interesse de crescer e se dedicar à corporação. Isso pode, inclusive, encorajar a empresa a rever seus métodos. E, se você estiver insatisfeito com seu cargo, aproveite a oportunidade para pesquisar vagas disponíveis que te interessam dentro da própria organização.

Aprenda sempre

Não tenha preguiça de comparecer a treinamentos, cursos e atividades externas. Tudo o que você puder aprender será válido em algum momento, pode acreditar. E, claro, sempre que possível, invista em cursos de extensão. Atualmente, uma boa graduação já não basta. Desenvolva novas habilidades e adquira conhecimento, assim, você desempenhará sua função de forma mais ágil. Talvez isso seja uma forma interessante de dar uma limpada na sensação momentânea e possa te ajudar a recuperar a motivação no trabalho.

Organize uma agenda dinâmica

Organize sua agenda de forma a alternar serviços burocráticos, estratégicos e criativos. Isso torna seu dia mais agradável. Mas não se iluda: as tarefas rotineiras fazem parte do dia a dia em qualquer emprego e não há como fugir delas. Trabalho é trabalho. Lembre-se, também, de focar no que tem feito e observar como isso pode afetar os resultados da organização caso você não cumpra suas tarefas com primor. Isso ajuda a identificar o valor da sua função e pode dar um up na motivação no trabalho, na autoconfiança e na percepção de entrega.

Seja ambicioso

Sonhe, busque sempre o melhor. A ambição é uma força extra para alcançar seus objetivos. Mas, atenção: não é a qualquer preço. O nome disso é ganância, e essa é totalmente dispensável.

Se preciso, repense sua ocupação

Faça um trabalho de Coaching. O coach vai te ajudar a investigar o que realmente você busca, o que te satisfaz e te impulsiona para o topo da pirâmide (seja para esse problema de motivação no trabalho ou outro ponto). Além disso, juntos vocês poderão planejar melhor a gestão de sua carreira, criar metas de curto, médio e longo prazos e, principalmente, compreender os obstáculos a superar e as ferramentas para cumpri-las. Não dê murro em ponta de faca. Se após muita reflexão você concluir que não há espaço para seus sonhos e satisfação pessoal na empresa atual, vale a pena buscar outros caminhos e oportunidades. No entanto, de forma alguma subestime a importância do salário no final do mês. Essa decisão deve ser lúcida e requer um planejamento minucioso.

O papel do líder na manutenção da motivação

Seja um líder e não um chefe. Sim, a frase é um clichê, mas funciona. Siga-a fervorosamente. Pesquisas realizadas em Harvard e em Stanford apontam que um chefe ruim pode fazer mal à saúde tanto quanto ser um fumante passivo. Cerca de 75% dos profissionais entrevistados nos EUA afirmaram que seu superior era a pior parte do trabalho.

O RH deve estar em constante monitoramento das lideranças dentro da organização. É preciso verificar a aptidão daqueles que estão no comando ou desenvolvê-la. Seja seguro, tome decisões democráticas e firmes, sempre demonstrando respeito e empatia. Comunique-se claramente, esteja aberto a ouvir, oriente e incentive a criatividade e a iniciativa de sua equipe.

Posicione-se “dentro do barco”, junto a seus comandados e nunca aponte culpados para falhas. Aliás, mantenha o foco na solução, não no problema. Mas não deixe de analisar as causas para corrigi-las. Lembre-se de ser um facilitador de ações, dar autonomia de ação (mesmo que controlada) e dividir as responsabilidades e os méritos.

Considerações finais

Manter um bom nível de satisfação e motivação dentro de uma organização é cada vez mais um desafio com o qual os gestores e líderes precisam estar preparados para lidar. As exigências das pessoas hoje são diferentes do que eram há 20, 30 anos e é preciso adequar as organizações para atender a esse novo público. Caso contrário, os prejuízos causados podem ser enormes, tanto para a organização, quanto para os trabalhadores.

Na posição de gestor, é importante entender que a motivação é algo pessoal e que precisa ser trabalhada de acordo com cada grupo de pessoas e de acordo com a cultura e os valores da empresa. Já o colaborador, precisa cada vez mais trabalhar seu autoconhecimento e entender o que realmente é o fator capaz de mantê-lo engajado e atingindo uma alta performance.

Nos dois casos, contar com uma consultoria especializada pode ajudar. A Penser, por exemplo, desenvolve trabalhos personalizados para ajudar líderes com dificuldade em manter sua equipe motivada e também para ajudar pessoas que precisam encontrar a motivação em sua vida profissional. Você pode solicitar uma avaliação gratuita dos nossos profissionais clicando aqui ou no banner abaixo.

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