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Talvez observando outras pessoas, setores e/ou empresas e o resultado que eles entregam, você possa pensar em sugestões de algumas maneiras nas quais eles poderiam melhorar. É um processo de análise bem natural ao ser humano: observar, identificar possíveis falhas e consertá-las. 

Entretanto, é fato que essa prática é fica muito mais difícil quando não é sobre processos externos, mas sobre nós mesmos. Então, como podemos acabar com o ponto cego e conseguir nos autoavaliar? 

Nesse artigo vamos te contar tudo sobre a autocrítica e como melhor exercitá-la para te alavancar profissionalmente!

O que é autocrítica?

A autocrítica é uma habilidade interna de realizar uma análise crítica de si, podendo também ser aplicada em uma análise coletiva (de um grupo social ou instituição). Esse é um processo que tem ligação direta ao autoconhecimento, já que depende da capacidade de de julgar os próprios atos e o modo de agir, além dos erros cometidos, para então se corrigir e se aprimorar. 

Autocrítica exagerada: cuidados a serem tomados

Apesar de uma prática comum, a autocrítica pode facilmente cair no exagero. Enquanto alguns erram pela falta dela, outros pecam pelo excesso. 

Em geral, as pessoas acabam julgando os outros, focando em apenas em defeitos e sendo muito duras com o processo de cada um, esquecendo de prestar atenção nas próprias atitudes. Por outro lado, também existem aqueles que se preocupam ao extremo com cada passo que dão, criando os próprios obstáculos.

Tudo é questão de equilíbrio: o objetivo é ser um profissional que confia em si mesmo sem ser arrogante e que sabe separar meros julgamentos (que não trazem benefício algum) de críticas verdadeiramente construtivas.  

Exercícios para praticar a sua autocrítica positiva

A autocrítica, para ser positiva, deve sempre vir de um desejo de compreensão na hora de se autoavaliar. Uma das perguntas possíveis para investigar a situação na qual se encontra é “o que eu fiz para chegar até aqui?”, ao invés de simplesmente se lamentar pelo resultado obtido não ter sido o planejado. O mais importante da autocrítica são as ações que resultam da reflexão – e não os sentimentos.

A seguir, vamos ver algumas dicas fáceis para não cair na autopiedade e focar em uma autocrítica mais justa e positiva:

1) Busque equilíbrio

Sendo este um processo de autoavaliação, é fácil que ele crie uma certa insegurança. Para evitá-la, é necessário que se aprenda a usufruir da autocrítica para explorar os acertos e os diferenciais, focando no desenvolvimento de novos hábitos comportamentais úteis, ao invés de se afundar em tudo que não lhe agrada em si mesmo. 

A chave é: combinar a autorreflexão com autovalorização. A autocrítica não deve abalar a autoestima, mas ajudar a valorizar as competências de cada um, reconhecendo o potencial de melhora daquela pessoa e eliminando crenças limitantes.

2) Pense antes de agir

É necessário pensar antes de agir para que não haja consequências catastróficas indesejadas. A dica fundamental é: seja sempre paciente. Quando frente a um problema, se apavorar não irá trazer nenhum tipo de ajuda para resolvê-lo. Ser tolerante também melhora o relacionamento com outras pessoas, já que não há uma reação negativa sendo jogada para cima delas: não há culpa pessoal, nem culpa-se o outro. Tudo isso só é possível com um raciocínio claro, sem reações impulsivas.

3) Ouça a si mesmo

Converse consigo mesmo. Não, não é para sair falando em voz alta no meio da empresa, mas sim, que você tenha a habilidade de ouvir suas próprias opiniões. O que você realmente pensa pode passar desapercebido durante a rotina frenética ou diante de autoridades, mas não deve ser descartado. Ninguém melhor do que você para saber quais atitudes tomar (e de que forma) – confie na sua intuição. 

4) Peça ajuda

A intuição é peça-chave nas decisões pós-autoavaliação, mas isso não significa que dá para fazer tudo sozinho: é preciso reconhecer que não se sabe tudo sobre tudo. Não seja duro consigo a ponto de negar que está em um processo constante de desenvolvimento profissional. Pedir ajuda é um dos jeitos de driblar as dificuldades que está enfrentando

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5) Não remoa o passado

Todo mundo já passou por isso: lembrar de algo que fez ou disse e desejar poder mudar tudo. Isso é normal, mas não deve alimentar a culpa. Devemos ser capazes de superar o que aconteceu e seguir em frente, aprendendo com os nossos erros. É justamente assim que melhoramos, tirando uma lição de tudo aquilo. Na mesma medida em que você é capaz de enxergar onde errou, deve ser capaz de reconhecer seus acertos: aceite suas imperfeições e perdoe-se.

6) Largue o perfeccionismo de vez

Pessoas perfeccionistas exageram na autoavaliação e exigem demais de si mesmas, enxergando somente defeitos – uma visão crítica nada construtiva que pode ser o reflexo de uma baixa autoestima

Pode-se evitar esse alto nível de perfeccionismo de duas principais maneiras:

Enxergue além dos erros

Se você foca apenas nos aspectos negativos de qualquer coisa, isso aumenta a importância que eles realmente possuem. Reflita sobre as críticas que você faz a si, avaliando se elas merecem tanta atenção e preocupação. Problema mínimos existem e podem ser identificados, mas não vale a pena gastar toda a energia pensando, por exemplo, em um simples atraso, enquanto alguma outra tarefa foi bem sucedida. Se dê o devido crédito.

Pare de se comparar 

Uma origem clássica para o perfeccionismo está na comparação com outros profissionais. Lembre-se: pessoas que atuam numa mesma área podem possuir características e caminhos distintos. Cada um tem seu próprio tempo, e se comparar não traz nada além de frustração. Expor suas fraquezas também é um passo admirável que reforça a ideia de que ninguém é perfeito e contribui para a evolução pessoal. Desenvolva a sua autoconfiança para se tornar um profissional melhor.

7) Planeje-se: estabeleça metas!

Uma medida mais prática é fazer um planejamento. Para que os resultados do exercício da autocrítica no cotidiano sejam claros, pode-se estabelecer metas, construindo um guia extremamente útil e didático. Se não se é capaz de executá-lo, imediatamente há um questionamento do porquê de aquilo não estar funcionando. Assim, o momento reflexivo  é implementado na rotina de modo racional. Além disso, se o planejamento é cumprido, é porque se está seguindo o caminho certo.

Portanto: reflita sobre os objetivos que deseja alcançar e suas motivações. Compreenda qual o seu destino para que tenha uma visão mais clara do futuro.

8) Orgulhe-se!

Deve-se sempre treinar a autoadmiração. Depois de deixar de remoer o passado e decisões erradas, o interessante é lembrar das situações que te orgulham. Um hábito simples de se cultivar é pensar diariamente em três ocasiões que te trouxeram orgulho pessoal, notando os erros e acertos que as envolvem e que te fizeram chegar até ali. 

Outro exercício é o de fazer um elogio a si mesmo junto a cada crítica. Essas atividades seguem a mesma lógica: para uma vida mais saudável, é preciso ser capaz de enxergar a totalidade das nossas ações, mas também dar atenção às qualidades.

Vantagens da autocrítica para a vida profissional 

Existem inúmeros momentos em que a autocrítica funciona como uma ferramenta útil no desenvolvimento da carreira. Como podemos ver a partir de cada exercício, um profissional que faz uso da autocrítica reconhece seus padrões de comportamento, melhorando as relações interpessoais – fundamentais em um ambiente de trabalho. 

Com esse processo, também desenvolve-se a habilidade de ser mais assertivo, diminuindo inseguranças diante de superiores e não se preocupando ao assumir posições de liderança. Não há autossabotagem, nem a automatização das tarefas (uma característica nada produtiva) e, com a criação de um planejamento, os objetivos que deseja-se alcançar tornam-se mais reais. 

Essas características se baseiam todas em uma visão clara, desenvolvida através da inteligência emocional. Para você aprender como ela ajuda no desempenho de novos líderes e equipes de trabalho, clique aqui! 

Aproveite também para conferir nosso material e anotar mais 15 dicas para bombar sua carreira!

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