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Um dos elementos mais importantes no ambiente de trabalho é lidar bem com autonomia. E isso vale para os dois lados: tanto para quem dá a oportunidade de alguém ser autônomo, quanto para quem tem a responsabilidade de colocá-la em prática.  Autonomia é relevante para o desenvolvimento profissional e engajamento, tornando o grupo mais forte e decisivo.

Mas é preciso também ter equilíbrio em toda a ação. Trabalhar isolado, sem a mínima supervisão ou em um ambiente que não seja colaborativo, não significa autonomia. O foco está em melhorar o desempenho usando o poder individual de fazer escolhas que agradem as pessoas e geram resultados.

Para que isso funcione, é necessário que a gestão trabalhe com orientações claras, processos bem construídos e objetivos compartilhados, não deixando que cada um “descubra” o que deve fazer. Isso não é autonomia, é falta de liderança.

E para que isso seja mais efetivo, três dicas interessantes para incentivar a autonomia:

Basear o relacionamento em confiança é essencial para a autonomia

Cada um deve ser responsável pelo seu tempo, esforço e resultado. Mas isso precisa ser construído entre gestor e funcionário diariamente.

Feedback é uma das ferramentas mais importantes nessa ação. Estar próximo e compreender o que influencia cada um a realizar seu trabalho da melhor maneira possível faz parte desse processo.

Aceite os erros (e use-os como aprendizado)

Criticar os erros de maneira dura e destrutiva pode matar a iniciativa e acabar com o engajamento na tarefa. A ideia é ter autonomia, não viver baseado no medo.

Por isso, é importante que a sua organização esteja preparada para entender o que está acontecendo, analisar o que pode ser melhorado e viver esse ciclo contínuo de desenvolvimento.

Ofereça escolhas e oportunidades

A liberdade de escolha é um elemento-chave para a autonomia, mas os limites são importantes, inclusive para entender o que foi responsável por cada resultado – bom ou ruim.

Apresente boas práticas, proporcione momentos de troca e apoie sempre, indicando bons caminhos. Mais do que apenas contratar pessoas autônomas, é interessante que a organização dê aos funcionários ferramentas para que possam desenvolver essa habilidade. Seja por treinamento, tecnologia ou mentoria, isso reforça a questão da confiança, em que a empresa mostra que está esperando isso de você e investe para que isso seja realidade.

Deixe que as pessoas cumpram suas tarefas e metas, mas apenas se a gestão e o profissional estiverem preparados para isso. Autonomia é uma responsabilidade compartilhada.


*Lígia Braga é Head de Marketing da Penser e sempre está em busca de novos conteúdos e maneiras de compartilhar boas ideias.

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